Archive for August, 2008

Aug 28 2008

Quanto vale o médico?

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Aug 21 2008

Pneumologista com tosse

Published by joaoqueiroga under geral

Há seis dias vem me acompanhando um quadro gripal e já não tenho mais febre, astenia ou dor no corpo. Coriza e obstrução nasal? Leves, não incomodam tanto. Porém, estou com uma tosse insuportável. Ela sempre é a última que vai embora. Constitui o principal motivo dos atendimentos em emergência devido a quadros de infecção de via aérea superior. É também a principal queixa nos ambulatórios de pneumologia.

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Estou fazendo uso de anti-histamínico sedante, corticóide sistêmico e nasal, AINE para dor de garganta e, mesmo assim, não paro de tossir. Já recorri a pastilhas com anestésico tópico, menta, trident e até receitas caseiras da minha mãe, as quais não quero divulgar. Só não usei ainda codeína… Hehehehehe.

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Fico meio desacreditado ao prescrever tais medicações quando pacientes me procuram com tosse secundária a infecções virais de via aérea superior. A impressão que fica é que são iguais a vitamina C, ou seja, não servem para nada. Alguém tem alguma sugestão?

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Aug 20 2008

Risco de fraturas e osteopenia

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Você sabia que a medida da densidade mineral óssea é melhor preditora de fraturas que a pressão arterial em relação aos acidentes vasculares cerebrais? Ainda existe uma grande dúvida em relação a custo-efetividade ao se tratar pacientes com osteopenia. Eles funcionam como pré-hipertensos, pacientes com glicemia de jejum alterada (“pré-diabéticos”) ou pacientes com AIT.

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Trials com raloxifeno e alendronato mostraram um redução do risco de fraturas em torno de 50% especialmente em osteopênicos. Estes resultados não foram confirmados por outros estudos e sozinhos não indicam o início de terapia farmacológica, pois, por exemplo: uma paciente menopausada de 55 anos, com um T score de -1.5 e sem fatores de risco (tabagismo, uso de corticóides, artrite reumatóide…) tem um risco de fratura de apenas 8% em 10 anos. Ao reduzir este risco para 4%, o benefício acaba sendo muito pequeno.

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Assim como em cardiologia, onde os pacientes têm o seu risco cardiovascular medido, podemos calcular os risco de fraturas em 10 anos nos pacientes com osteopenia e, assim, indicar tratamento àqueles com maior risco. Segue abaixo o link com uma calculadora online e as referências.

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1 kilogram = 2.20462262 pounds
1 centimeter = 0.393700787 inches

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N ENGL J MED 356;22 MAY 31, 2007

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Aug 20 2008

Médicos pedem demissão em massa…

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No estado de Pernambuco, temos uma das piores remunerações do Brasil. Após greves mal sucedidas e acordos não cumpridos pelo Governo, os médicos da rede estadual de saúde estão pedindo demissão. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco, já são mais de 200 pedidos. Tudo isso reflete uma luta da nossa classe a favor de melhores  salários e, principalmente, condições de trabalho e dignidade para os nossos pacientes.

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Infelizmente, estamos sozinhos quando esta luta deveria ser de toda a sociedade (a principal interessada). Em movimento demissionário semelhante que ocorreu em 2007, os jornais estampavam: médicos em greve! Mas não era greve. Os médicos estavam pedindo demissão por não mais aguentarem as condições de trabalho e a baixa remuneração. Em matéria publicada em jornal local, uma jornalista teve a coragem de fazer o seguinte questionamento: já que se graduaram em universidades públicas, gratuitamente, por que os médicos querem ganhar mais? Então, eu pergunto: quem vai pagar as nossas contas? A jornalista cuja família pagou uma faculdade particular para ela? Até a imprensa tenta jogar a população contra nós e o Governo mais uma vez sai como “bonzinho”.

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A efetivação das demissões deve ocorrer dento de uma semana e uma piora do caos em nossa saúde é iminente. Em resposta, o Governo não pagou a produtividade do mês corrente e não quer negociar. Prometeu auxílio das Forças Armadas e a construção de 29 unidades de pronto-antendimento em 2 anos. Sim… mas… quem vai trabalhar em tais unidades?

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Aug 15 2008

Documentário de Michael Moore sobre a saúde nos EUA

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O caos em nosso sistema de saúde não é nenhuma novidade. Apesar dos avanços com a implementação do SUS, o nosso maior problema ainda está longe de ser sanado: a nossa população continua pobre, sem educação e privada de condições básicas de saneamento e moradia.

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A realidade é bem diferente nos Estados Unidos, mas em um ponto assemelha-se ao Brasil: a medicina dos livros e artigos científicos, com toda a sua rigidez científica, humanização e tecnologia só é palpável àqueles que têm dinheiro.

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Nos EUA o único serviço público de saúde gratuito é a vacinação mais básica e a emergência mais absoluta. Tudo além disso é cobrado, e cobrado alto. Ao contrário da França e a Inglaterra, onde a saúde é gratuita e de elevado padrão.

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Michael Moore, de FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO e vencedor do OSCAR por TIROS EM COLUMBINE investiga a indústria dos planos de saúde nos EUA, comparando seu sistema ganancioso com o de outros países de primeiro mundo.

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Parece que, mais uma vez, estamos copiando os americanos…

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Aug 14 2008

Ciência do interesse sexual masculino

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Fonte: ArrobaZona.com

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Aug 10 2008

Várias formas de dizer “não fume”

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Fonte: Blog Saber É Bom Demais

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Aug 10 2008

Imagens da nossas redes neuronais com RM

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Pesquisadores do Massachusetts General Hospital estão estudando técnicas de difusão em ressonância magnética, em que é possível obter imagens detalhadas de nossa complexa rede neuronal. Além do melhor conhecimento da nossa anatomia e fisiologia, neurocirurgias podem ser programadas e executadas com maior precisão ao detalhar-se melhor a anatomia perilesional.

Interessados podem saber mais no site Technology Review.

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Aug 10 2008

Medicina não é para ser ensinada em qualquer esquina…

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Não foi surpresa pra mim os dados divulgados pelo Ministério da Educação:

Vinte e sete cursos de medicina do país “não têm condições de funcionar”. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior.

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Vejam o que Antonio Carlos Lopes, diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, falou a Folha de São Paulo:

Existem alunos quem não sabem nem tratar gripe. Vejo isso nas provas práticas para residência médica. Já vi aluno que, na hora de passar o fio na agulha [para fazer sutura], passou saliva na agulha. Vi aluno fazer exame ginecológico sem pôr luva. Já ouvi estudante dizer que o ducto pancreático sai da vesícula. E o pior é que os alunos depois não vão ter condições de fazer residência num lugar bom. Poderão colocar a vida do paciente em risco.”

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Leia matéria completa no Boletim do CREMEPE.

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Aug 07 2008

GPS – Ajuda muito, mas dá uma raiva…

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Estou voltando de férias e queria dar o meu testemunho sobre minha experiência com os aparelhos de GPS. Comprei meu celular Nokia N95 atraído principalmente por este recurso. Porém, logo vieram as decepções: tela muito pequena, demora para localizar os satélites, orientação por voz não gratuita, mecanismo de busca de ruas e endereços ruim, muitos bugs e cobertura total dos mapas, com pontos de interesse (hospitais, restaurantes, postos de gasolina…), limitada a poucas cidades brasileiras.

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Por isso, acabei comprando o GPS AIRIS T940 (eleito pela Revista Info Exame um dos melhores após testar várias marcas). Até que já estava acostumado com as ruas que não existiam, rotas malucas e manobras proibidas que o GPS me orientava. O arrependimeto só veio quando decidi sair da cidade. No caminho entre Recife-PE e Paulo Afonso-BA, o GPS da AIRIS errou 90% do trajeto. O cálculo da rota foi perfeito, contudo em quase toda a viagem ele me localizava fora da BR-232 e demais rodovias que se seguiram.

Na europa, pensei que ia ser tudo perfeito. Eu e meus amigos utilizamos um GPS Tom Tom (não lembro o modelo) para ir de Bruxelas a Paris. Após acidente em auto-estrada francesa, pegamos um desvio com orientação da polícia e o aparelho nos induziu a um erro grave ao recalcular a rota. Isso nos custou um bom tempo e uma boa quantidade de euros em diesel. Pequenos erros nas cidades também eram comuns.

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Conclusão: se você está pensando em comprar um GPS, espere um pouco. Os aparelhos ainda têm muito a melhorar e os mapas ainda são incompletos para cidades pequenas ou fora do Sul e Sudeste. Se quer comprar mesmo assim, algumas dicas: veja se o GPS tem os POIs da sua cidade (POIs = pontos de interesse como: restaurantes, lojas, postos de gasolina…); procure um aparelho com bluetooth para sincronizar com o celular ao atender ou fazer chamadas; verifique se a marca disponibiliza atualizações frequentes pela internet; e, antes de concretizar a compra de um ou outro aparelho, veja o que os usuários estão falando na internet – é só digitar o modelo do GPS na busca do Google e pesquisar nos fóruns de discussão.

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Cuidado com o GPS!

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