Archive for June, 2008

Jun 28 2008

Recusa de tratamento e o termo de consentimento

Published by joaoqueiroga under profissão

Recentemente fui questionada no seguinte sentido: pacientes recusam-se a submeter-se a certos procedimentos ou estão insatisfeitos com o hospital e acabam solicitando alta. O médico deve dar esta alta? Deve deixar que o paciente se evada? Como proceder nesses casos?

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A questão sempre atual é da maior importância, pois corresponde a um anseio diário de todos os profissionais da saúde em conciliar o dever de bem assistir e a vedação à violação do direito de escolha individual.

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Adstritos ao juramento de assegurar a todos que dele necessitem todos os meios disponíveis ao melhor restabelecimento da saúde, vê-se o médico confrontado quando seu paciente recusa a terapêutica indicada e requer a imediata alta, mesmo quando esta se apresenta como a hipótese menos adequada.

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Mais do que nunca, médicos e advogados concordam que o esclarecimento e consentimento prévios do paciente para a realização de qualquer procedimento, além de exigência ética, passaram à medida de preservação pessoal. Na atividade diária, vemos que a falta de informações – ou sua documentação – tem contribuído para a condenação de profissionais médicos nas ditas ações por ‘erro médico’.

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Essa preocupação, entretanto, pode ser minimizada através de algumas medidas simples e que podem facilmente ser incorporadas à rotina médica, como é o caso dos Termos de Consentimento Informado (TCI).

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Todos aqueles que lidam com a saúde e a vida humanas se deparam constantemente com o dever de assistir de forma plena, prestando todos os cuidados disponíveis e adequados aos seus pacientes, sob pena de responsabilização pelas conhecidas imprudência, negligência e imperícia. Por outro lado, ninguém poderá ser submetido a qualquer terapia ou cuidados contra sua vontade, devendo ser adequadamente esclarecido e orientado previamente. No caso da internação hospitalar, os reflexos são ainda maiores, uma vez que a não liberação através da alta caracteriza o crime de cárcere privado.

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Assim, embora se imponha o consentimento do paciente para a realização dos procedimentos, o que se percebe é que não há norma legal que disponha sobre a forma que este documento deve assumir. Ainda: ao médico é que cabe provar que informou adequadamente e que este anuiu com tudo que foi proposto. Nesse sentido é que consideramos a adoção do TCI como meio de prova documental, o que vem sendo amplamente aceito judicialmente.

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Como toda prova, quanto mais completo e simples for o documento, mais facilmente cumprirá sua finalidade de efetivamente informar o paciente, atendendo aos princípios bioéticos, bem como, fazer adequada prova em processos judiciais ou éticos.

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Com certeza essa exigência é dispensada nos casos de atendimento emergencial, em que ao médico é imposto o melhor agir dentro dos limites técnicos e científicos, de acordo com suas competências e julgamentos pessoais. Porém, é prudente que se colha a devida autorização dos responsáveis tão logo se verifique da viabilidade.

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Não sendo caso em que o paciente corre risco de vida, pode-se dispor de um Termo de Esclarecimento, o qual deverá ser anexado no Prontuário do paciente internado que se recusa a submeter-se ao tratamento indicado pelo médico assistente. Nesta hipótese, ficará advertido expressamente de todos os gravames a sua condição, sejam irreversíveis ou não, registrando-se que assume exclusiva e livremente a responsabilidade decorrente desta negativa. Adequado também que dito termo inclua a terapêutica indicada e que seja assinado por outro colega, presente durante a explicação e orientação.

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Assim é que, além de auxiliar na elaboração dos termos, orientamos sempre os profissionais para que incorporem os TCIs a suas rotinas, pois a documentação é uma forma adequada e eficaz de comprovar ou refutar futuras alegações.

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Lívia Nizolli Leivas

Assessoria Jurídica Preventiva para Médicos
contato: lnleivas@terra.com.br

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Jun 11 2008

Nunca é tarde para parar de fumar

Published by joaoqueiroga under artigos

Será que um paciente com mais de 60 anos, com alta carga tabágica e aparentemente sem doenças relacionadas ao tabagismo tem algum benefício em parar de fumar? Só após 20 e 30 anos de cessação do tabagisto, o risco de desenvolver DPOC e câncer de pulmão, respectivamente, se aproximam daquele em um indivíduo que nunca fumou. Ou seja, nunca é cedo para parar de fumar!

Por outro lado, estudo publicado no JAMA (Nurses’ Health Study) mostrou que os benefícios relacionados às doenças cardiovasculares são marcantes já nos primeiros anos após interrupção do hábito de fumar. Os autores encontraram que 61% do benefício relativo a mortalidade por doença coronariana e 42% do benefício relativo a morte por doença cerebrovascular deram-se nos primeiros 5 anos após parada do fumo. Ou seja, nunca é tarde para parar de fumar!

Clique na figura abaixo para ampliar:

stop_tabagismo.jpg

Observação: todos os 104.519 pacientes eram do sexo femino.

Kenfield SA, Stampfer MJ, Rosner BA, et al. Smoking and smoking cessation in relation to mortality in women. JAMA 2008; 299: 2037-2047.

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Jun 09 2008

Senhas para jornais e revistas médicas

Published by joaoqueiroga under artigos,internet

Nada mais chato que achar um artigo científico, cujo título e abstract dão a idéia de que você acaba de encontrar tudo que precisava e, ao clicar no Full Text ou PDF version… Cadê a senha?

Uma forma de encontrar tais senhas na internet é muito simples: Google. Apenas faça uma busca com o nome da revista/jornal que você quer (exemplo: CHEST, NEJM…) e as palavras “username” e “password”. 99% dos resultados vão ser inúteis e, realmente, tem que ter paciência. Já encontrei algumas senhas que funcionaram a partir deste método, mas repito: tem que ter calma!

Muitas vezes você acaba encontrando sites que disponibilizam diversas senhas, como a página do AL HADA Hospital (Arábia Saudita). Algumas funcionam…

http://www.alkhazindar.com.sa/onlinejournals/hada.asp#NN

Não é tão difícil ser garimpeiro na net!

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Jun 08 2008

Para quem ainda chora a morte do MedicalHeaven.com

Published by joaoqueiroga under livros

Depois de tantos vai-e-volta do MedicalHeaven.com (para quem não conhecia, o maior acervo de ebooks médicos disponível na internet), parece que dessa vez alguém assinou o seu atestado de óbito.

Porém, isso não é motivo de desespero. Ao pequisar as palavras chaves “medical” e “heaven” no Google, você pode encontrar alguns fóruns, blogs e sites com bons ebooks para download. Segue alguns exemplos:

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medicalheaven.jpg

Blog que compartilha o mesmo nome, mas longe de ser como o verdadeiro “paraíso médico”. Não é atualizado desde janeiro de 2008, contudo tem uma quantidade razoável de ebooks. Boa parte está com os links quebrados, porém dá para garimpar alguma coisa.

http://medheaven.blogspot.com/

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drebooks.jpg

O dR Ebooks talvez seja até melhor que o finado MedicalHeaven.com. São mais de 2500 ebooks médicos. Achei o design e organização muito bons! Resta saber se os links funcionam. Como gastei minha cota de uso do rapidshare, fica para vocês testarem.

http://drebooks.blogspot.com/

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medicalebooks.jpg

Primeiro blog do mesmo autor do dR Ebooks. Sem atualizar desde julho de 2007.

http://medical-ebooks.blogspot.com/

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