Já divulguei neste blog vários sites com bom conteúdo científico, a maioria internacional. Infelizmente, poucas têm sido as iniciativas de grupos brasileiros para montar grandes portais de conteúdo que não estejam vinculados a indústria farmacêutica ou de materiais. Digo isso porque me decepcionei muito com o PneumoAtual pois vi a qualidade dos seus cursos cair a medida que se tornaram gratuitos e patrocinados por medicamentos.
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Serviços de altíssima qualidade como MDConsult ou UpToDate custam um pouco caro, contudo paga-se cada centavo se você souber aproveitar. Mesmo assim, sinto falta de material em nosso bom português e da abordagem de temas voltados para o dia-a-dia da saúde em nosso Brasil. Quando você vai encontrar um artigo de revisão sobre dengue no MDConsult?
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Um grupo de especialistas da USP em parceria com a Editora Atheneu criou o MedicinaNET, que se propõe ser o mais completo programa de atualização médica brasileiro. O conteúdo é dividido em aulas ministradas em vídeo, revisões médicas, artigos científicos comentados, temas em gerenciamento de risco e segurança do paciente, casos clínicos, informação sobre medicamentos… Vale a pena conferir!
Já postei alguma coisa sobre cardiologia e muito sobre ACLS. Porém, não devemos esquecer que, no Brasil, ocorrem muitos mais eventos cerebrovasculares do que infartos.
Aula do meu amigo Bruno César sobre os mais novos guidelines do ACLS. Sempre recorro a ela quando quero fazer uma rápida revisão ou tirar alguma dúvida.
Estou tentando contratá-lo para ser colaborador deste Blog.
A internet democratizou o acesso a literatura médica e é crescente a utilização de recursos multimídia para publicação de conteúdo científico, disponibilização de aulas, simpósios e realização de cursos de atualização a distância.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia lançou em 2006 o Programa ABRAC (Atualização Brasileira em Cardiologia), um curso totalmente on line, interativo e com participação bonificada com pontos para re-certificação do título de especialista.
A Conexão Médica é uma empresa especializada na produção de cursos em vídeo voltados para atualização de profissionais de saúde. Eles utilizam várias plataformas para disponibilização do seu material (TV via satélite, videocast, DVD/CD e internet) e os temas variam desde gestão hospitalar até informática em saúde passando pelas diversas especialidades médicas incluindo clínica médica, pediatria e ortopedia. Uma boa parte do conteúdo é free!
O Medcenter Educa é um outro centro de atualização médica continuada, porém com menos recursos e menor quantidade de cursos disponíveis. Suas aulas utilizam apenas textos e figuras. Pode ser cansativa a leitura no computador, mas, por outro lado, quem dita o rítimo da aula é o aluno. Às vezes, é muito mais rápido que assistir a uma aula de 90 minutos na qual perde-se muito tempo com propagandas e questões pouco interessantes.
No post passado, falei sobre a fobia do atestado de óbito. Agora, gostaria de levantar uma nova bandeira: estudem opióides! O Brasil é um dos países que menos importa opióides. Isso acaba sendo um indicador indireto de mau controle da dor em nossos pacientes. Os AINES produzem efeitos colaterais muito mais graves (hemorragia digestiva, insuficiência renal, eventos coronarianos…) e muitas vezes são prescritos inadequadamente para idosos, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas…
Outro problema são os erros de prescrição. Algumas dicas: 1) Dimorf e Codeína no mínimo de 4/4 h; 2) Sempre dar preferência pela via oral, segundo lugar subcutânea; 3) Opióides EV só em dor aguda, agudização ou em infusão contínua; 4) Tramadol é 2X mais potente por via oral; 5) Nalbufina (Nubain) e meperidina (Dolantina) são opióides que devem ser evitados devido aos efeitos colaterais; 6) Associar opióides é um erro; 7) Se não melhorou com opióide fraco, substitua por um opióide forte e aumente a dose até controle da dor ou limite dos efeitos colaterais. Quer saber mais?
Na seção Material Científico do site do Instituto paliar, você encontrará um excelente material de estudo sobre dor e prescrição de opióides, que inclui uma tabela de equivalência dos mesmos.
Outra opção seria assistir a aula da Dra. Maria Goretti Sales Maciel – Coordenadora da Unidade de Cuidados Paliativos do HSPE e Presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Nesta aula, ela dá vários exemplos de prescrições erradas e como corrigi-las. Clique aqui e veja…
A responsabilidade do preenchimento da Declaração de Óbito (DO), por questões legais mais do que médicas, acaba apavorando alguns médicos na hora de preenchê-la, principalmente no início da profissão. Depois, quando se perde o medo, vem a falta de cuidado e os erros no preenchimento. Em São Paulo, anualmente ao redor de 3% das DO preenchidas requerem investigação adicional. Isso acaba trazendo transtorno para o médico, que pode ser até acusado de cúmplice de homicídio, mas na maioria das vezes os principais prejudicados são os familiares.
O Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM) tem um tutorial excelente direcionado para estudantes de medicina e médicos no aprendizado do preenchimento adequado das causas da morte da DO.
Mesmo para quem não tem interesse específico em Terapia Intensiva, vale a pena conferir porque há muitas aulas com temas de interesse geral, como exemplos: Anemia x Transfusão: Como Manejar com Base em Evidências; Hiperglicemia no Paciente Grave; Asma Grave: Atualização; entre outras.
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