Archive for the 'profissão' Category

Jul 25 2010

Especialização tem o mesmo valor que residência médica?

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No momento em nos formamos, estamos ansiosos por conquistar a tão sonhada independência financeira. Alguns vão casar, outros já tem filhos ou simplesmente querem comprar o seu primeiro carro (foi meu caso). Além da ansiedade gerada pelos primeiros passos como médico, aparece um novo dilema: ganhar dinheiro ou especializar-se? Infelizmente, a residência médica paga muito pouco para uma carga horária e dedicação tão elevadas. Por isso muitos colegas preferem especialização à residência médica pois o tempo exigido e obrigações são geralmente menores.

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Esta diferença entre residência e especialização é tão significativa que o Conselho Federal de Medicina e o Superior Tribunal de Justiça entendem que cursos de especialização em Medicina realizados dentro do escopo de pós-graduação lato sensu em Medicina, mesmo que validados pelo Ministério da Educação (MEC), não geram direito ao reconhecimento como especialização médica.

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Veja mais detalhes no site da APMR. Clique aqui…

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Imagem do post: cartaz de divulgação do concurso de residência médica e especialização 2010
da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

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Jun 24 2010

Saúde Direta – gerenciamento de consultório e prontuário eletrônico online

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O vídeo descreve o serviço bem melhor que palavras!

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Dec 08 2009

Médicos versus Planos de Saúde

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Médicos que vivem da clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20. Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa, uma vez que as empresas não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
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Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.

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Voltemos às consultas, razão de existirem os consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.

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Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!

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Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.

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Por isso, os usuários dos planos de saúde se queixam: “Os médicos não examinam mais a gente”; “O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava”; “Minha consulta durou cinco minutos”.

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É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade? Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso garantir-lhes que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e 15 minutos.

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O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que, embora consigam mão-de-obra barata – graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade -, acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a “perder” com as queixas e o exame físico dos pacientes, pedem exames desnecessários. Tossiu? Raios X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.

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A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.

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Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do “eles fingem que pagam, a gente finge que atende”.

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O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Longe de mim desmerecer qualquer tipo de trabalho, mas eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.

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Fonte: Drauzio Varella

Enviado por Carol The

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Sep 30 2008

Proposta de salário mínimo para os médicos

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O Projeto de Lei 3734/08, do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), fixa o salário mínimo dos médicos em R$ 7 mil mensais e define o valor da hora trabalhada em R$ 31,81. A proposta altera a Lei 3.999/61, que atualmente determina que o salário mínimo dos médicos será um valor três vezes maior que o salário mínimo das regiões ou sub-regiões em que exercerem a profissão. A lei atual não faz referência ao valor da hora trabalhada pelo médico.

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A proposta define ainda que o salário dos médicos será reajustado anualmente pelo mesmo índice de correção do salário mínimo, simplificando a Lei 3.999/61, que prevê reajuste salarial dos médicos com base em cálculo a partir do menor e do maior salário mínimo em vigor no País. A norma está desatualizada, pois hoje o salário mínimo é unificado.

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Ribamar Alves argumenta que, para atender adequadamente um paciente, o médico necessita ter uma boa qualidade de vida, até para evitar que ele leve seus problemas pessoais para o trabalho. O parlamentar acredita que uma melhora na remuneração dos médicos reduzirá a prática de trabalhar em vários hospitais para aumentar o orçamento. “Essa forma de trabalho acaba esgotando o médico e reflete-se no tratamento dos pacientes, não podendo o médico estudar para se atualizar e oferecer um bom atendimento.”

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O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Fonte: FEBRASGO

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Aug 28 2008

Quanto vale o médico?

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Aug 20 2008

Médicos pedem demissão em massa…

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No estado de Pernambuco, temos uma das piores remunerações do Brasil. Após greves mal sucedidas e acordos não cumpridos pelo Governo, os médicos da rede estadual de saúde estão pedindo demissão. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco, já são mais de 200 pedidos. Tudo isso reflete uma luta da nossa classe a favor de melhores  salários e, principalmente, condições de trabalho e dignidade para os nossos pacientes.

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Infelizmente, estamos sozinhos quando esta luta deveria ser de toda a sociedade (a principal interessada). Em movimento demissionário semelhante que ocorreu em 2007, os jornais estampavam: médicos em greve! Mas não era greve. Os médicos estavam pedindo demissão por não mais aguentarem as condições de trabalho e a baixa remuneração. Em matéria publicada em jornal local, uma jornalista teve a coragem de fazer o seguinte questionamento: já que se graduaram em universidades públicas, gratuitamente, por que os médicos querem ganhar mais? Então, eu pergunto: quem vai pagar as nossas contas? A jornalista cuja família pagou uma faculdade particular para ela? Até a imprensa tenta jogar a população contra nós e o Governo mais uma vez sai como “bonzinho”.

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A efetivação das demissões deve ocorrer dento de uma semana e uma piora do caos em nossa saúde é iminente. Em resposta, o Governo não pagou a produtividade do mês corrente e não quer negociar. Prometeu auxílio das Forças Armadas e a construção de 29 unidades de pronto-antendimento em 2 anos. Sim… mas… quem vai trabalhar em tais unidades?

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Aug 15 2008

Documentário de Michael Moore sobre a saúde nos EUA

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O caos em nosso sistema de saúde não é nenhuma novidade. Apesar dos avanços com a implementação do SUS, o nosso maior problema ainda está longe de ser sanado: a nossa população continua pobre, sem educação e privada de condições básicas de saneamento e moradia.

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A realidade é bem diferente nos Estados Unidos, mas em um ponto assemelha-se ao Brasil: a medicina dos livros e artigos científicos, com toda a sua rigidez científica, humanização e tecnologia só é palpável àqueles que têm dinheiro.

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Nos EUA o único serviço público de saúde gratuito é a vacinação mais básica e a emergência mais absoluta. Tudo além disso é cobrado, e cobrado alto. Ao contrário da França e a Inglaterra, onde a saúde é gratuita e de elevado padrão.

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Michael Moore, de FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO e vencedor do OSCAR por TIROS EM COLUMBINE investiga a indústria dos planos de saúde nos EUA, comparando seu sistema ganancioso com o de outros países de primeiro mundo.

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Parece que, mais uma vez, estamos copiando os americanos…

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Aug 10 2008

Medicina não é para ser ensinada em qualquer esquina…

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Não foi surpresa pra mim os dados divulgados pelo Ministério da Educação:

Vinte e sete cursos de medicina do país “não têm condições de funcionar”. Nessas escolas, cerca de 2.600 alunos se formam anualmente, o que representa 1 a cada 4 médicos que terminam o ensino superior.

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Vejam o que Antonio Carlos Lopes, diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, falou a Folha de São Paulo:

Existem alunos quem não sabem nem tratar gripe. Vejo isso nas provas práticas para residência médica. Já vi aluno que, na hora de passar o fio na agulha [para fazer sutura], passou saliva na agulha. Vi aluno fazer exame ginecológico sem pôr luva. Já ouvi estudante dizer que o ducto pancreático sai da vesícula. E o pior é que os alunos depois não vão ter condições de fazer residência num lugar bom. Poderão colocar a vida do paciente em risco.”

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Leia matéria completa no Boletim do CREMEPE.

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Jul 01 2008

Novo Código de Ética Médica em 2009

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Durante o II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2007, os conselheiros decidiram promover um revisão do nosso Código de Ética por entenderem que o atual, de janeiro de 1988, está desatualizado. O Conselho Federal de Medicina está recebendo propostas para o novo Código, que será reformulado até o primeiro semestre de 2009.

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Os médicos podem participar através do site:
http://www.portalmedico.org.br/modificacaocem/

Download do Código de Ética Médica em vigor:
http://www.sbhh.com.br/pdf/codigo_etica_medica.pdf
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Fonte: Boletim CREMEPE

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Jun 28 2008

Recusa de tratamento e o termo de consentimento

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Recentemente fui questionada no seguinte sentido: pacientes recusam-se a submeter-se a certos procedimentos ou estão insatisfeitos com o hospital e acabam solicitando alta. O médico deve dar esta alta? Deve deixar que o paciente se evada? Como proceder nesses casos?

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A questão sempre atual é da maior importância, pois corresponde a um anseio diário de todos os profissionais da saúde em conciliar o dever de bem assistir e a vedação à violação do direito de escolha individual.

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Adstritos ao juramento de assegurar a todos que dele necessitem todos os meios disponíveis ao melhor restabelecimento da saúde, vê-se o médico confrontado quando seu paciente recusa a terapêutica indicada e requer a imediata alta, mesmo quando esta se apresenta como a hipótese menos adequada.

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Mais do que nunca, médicos e advogados concordam que o esclarecimento e consentimento prévios do paciente para a realização de qualquer procedimento, além de exigência ética, passaram à medida de preservação pessoal. Na atividade diária, vemos que a falta de informações – ou sua documentação – tem contribuído para a condenação de profissionais médicos nas ditas ações por ‘erro médico’.

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Essa preocupação, entretanto, pode ser minimizada através de algumas medidas simples e que podem facilmente ser incorporadas à rotina médica, como é o caso dos Termos de Consentimento Informado (TCI).

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Todos aqueles que lidam com a saúde e a vida humanas se deparam constantemente com o dever de assistir de forma plena, prestando todos os cuidados disponíveis e adequados aos seus pacientes, sob pena de responsabilização pelas conhecidas imprudência, negligência e imperícia. Por outro lado, ninguém poderá ser submetido a qualquer terapia ou cuidados contra sua vontade, devendo ser adequadamente esclarecido e orientado previamente. No caso da internação hospitalar, os reflexos são ainda maiores, uma vez que a não liberação através da alta caracteriza o crime de cárcere privado.

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Assim, embora se imponha o consentimento do paciente para a realização dos procedimentos, o que se percebe é que não há norma legal que disponha sobre a forma que este documento deve assumir. Ainda: ao médico é que cabe provar que informou adequadamente e que este anuiu com tudo que foi proposto. Nesse sentido é que consideramos a adoção do TCI como meio de prova documental, o que vem sendo amplamente aceito judicialmente.

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Como toda prova, quanto mais completo e simples for o documento, mais facilmente cumprirá sua finalidade de efetivamente informar o paciente, atendendo aos princípios bioéticos, bem como, fazer adequada prova em processos judiciais ou éticos.

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Com certeza essa exigência é dispensada nos casos de atendimento emergencial, em que ao médico é imposto o melhor agir dentro dos limites técnicos e científicos, de acordo com suas competências e julgamentos pessoais. Porém, é prudente que se colha a devida autorização dos responsáveis tão logo se verifique da viabilidade.

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Não sendo caso em que o paciente corre risco de vida, pode-se dispor de um Termo de Esclarecimento, o qual deverá ser anexado no Prontuário do paciente internado que se recusa a submeter-se ao tratamento indicado pelo médico assistente. Nesta hipótese, ficará advertido expressamente de todos os gravames a sua condição, sejam irreversíveis ou não, registrando-se que assume exclusiva e livremente a responsabilidade decorrente desta negativa. Adequado também que dito termo inclua a terapêutica indicada e que seja assinado por outro colega, presente durante a explicação e orientação.

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Assim é que, além de auxiliar na elaboração dos termos, orientamos sempre os profissionais para que incorporem os TCIs a suas rotinas, pois a documentação é uma forma adequada e eficaz de comprovar ou refutar futuras alegações.

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Lívia Nizolli Leivas

Assessoria Jurídica Preventiva para Médicos
contato: lnleivas@terra.com.br

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Jan 20 2008

Fazer medicina é um bom investimento?

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Quando estava na universidade, morria de inveja dos meus colegas que faziam outros cursos. Um estagiário de direito ganha aproximadamente R$ 500,00 por mês; um estudante de informática pode conseguir com relativa facilidade um estágio ou emprego em uma empresa de tecnologia, dar aulas de informática ou ainda ganhar dinheiro construindo home pages. E nós? Dedicação praticamente integral por 6 anos! São plantões e evoluções em finais de semana e feriados sem ganhar nem mesmo um cachorro-quente.

Um plano de saúde razoável paga em torno de R$ 40,00 por uma consulta ambulatorial. Mas o paciente tem direito a volta. Então, o preço da consulta passa a ser R$ 20,00. Se a gente considerar que a maioria dos médicos tem rendimentos cuja tributação do Imposto de Renda é de 27,5%, sobra só R$ 14,5 para pagar as contas. Quanto você paga para cortar o cabelo?

Onde quero chegar? Financeiramente falando, durante os seis anos do curso de medicina, estamos tendo prejuízo e será que conseguimos recuperá-lo um dia? Alguém já parou para pensar o quanto perdemos aos ficarmos 6 anos fora do mercado de trabalho?

Baseando-se nessa idéia, Kevin Pezzi (ER-doctor.com) fez um interessante comparação e chegou a seguinte conclusão: um motorista do UPS (CORREIOS americano) ganha mais que um médico. Como?

O gráfico mostra os rendimentos acumulados no decorrer dos anos após a saída do equivalente ao nosso Ensino Médio. Aqueles que decidem pela carreira médica, iniciam com débito e, só após 18 anos, igualam os seus rendimentos com tal motorista trabalhando em sua carga horária habitual. Porém, se considerarmos o mesmo motorista trabalhando a mesma quantidade de horas de um médico, vai valer a pena ter feito medicina só após mais de 25 anos de trabalho.

É claro que não estamos trabalhando com a realidade brasileira, onde um motorista de entregas não ganha R$ 5.000,00 mensalmente e lembrar que existem milhões de variáveis envolvidas. Contudo, acho que se alguém deseja fazer medicina só pelo dinheiro, deve pensar duas vezes e, quem sabe, tirar a carteira de motorista lá nos Estados Unidos.

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Jan 08 2008

Como Alcançar 1 Milhão de Reais?

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Já dizia um psiquiatra bem sucedido, pai de um amigo meu:

“ensinam tudo na universidade, menos a ganhar dinheiro…”

Não temos nenhum tipo de educação financeira seja em casa, na escola ou na graduação. Enquanto que os americanos dão cotas de ações como presente de aniversário aos seus filhos e muitos adolescentes já têm a visão de investimentos em longo prazo.

Médicos geralmente são bem remunerados, porém vivem naturalmente reclamando. Talvez o problema esteja em não saber administrar os seus recursos. Então, vem a pergunta: você é daqueles que trabalha por dinheiro ou faz com que o dinheiro trabalhe para você? Veja quanto você precisa investir por mês para alcançar seu primeiro MEGA (R$ 1.000.000,00).

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